sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Aquele espirito

O espirito desvaneceu-se
Desapareceu simplesmente
As pessoas já nao sentem
Querem apenas dar presentes
Passeiam pelas montras
Olham para os enfeites de natal
Procuram presentes vistosos
Para nao ficarem mal
Os presentes embrulhados
Parecem ter muita riqueza
Mas a verdade é que quando se olha à volta
Se vê muita pobreza
O que interessa sao as aparencias
E com desculpas todos querem ficar bem
E fazer boa figura
E ninguem quer saber quem nasceu em Belém
Quem nasceu ja nao importa
Agora há uma figura mais importante
O seu nome é Pai Natal
E parece que comeu bastante
Toda a gente o adora
Desde os adultos ás crianças
Faz sorrir os mais novos
Dá aos mais velhos uma nova esperança
Nesta altura do ano
os valores mais nobres passam a ser mais importantes
Só é pena que durem durante um mês
E sejam esquecidos nos meses restantes.
Valorizar o que sentimos
Valorizar as boas acções
É mais importante do que uma grande viagem
Ou grandes carrões
Esqueçam as aparências
Aprendam a viver em sociedade
Esqueçam o que é banal
Valorizem o amor, a amizade.
Sejam felizes e estendam o Natal ao resto do ano.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Porque eu quero ver



Seduz-me olhar-te.
Inspira-me descobrir-te.
Olhar e sentir-te.
Percorrer o teu corpo (textual) e despir te para descobrir o sentido.
Gosto de sentir as tuas curvas sensiveis ao toque da caneta.
Gosto de sentir-te e com comtemplaçoes de autoria analisar-te criticamente com argumentos válidos.
Admiro te pois tornaste te senhor de mim e dominas me racionalmente.
Fazes me pensar duas vezes e olhar de uma forma cientificamente correcta.
Porque afinal a construçao  racional faz se com base no que existe pois quem não sabe é como quem não vê...
E eu.....quero ver BEM e MELHOR!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O que me roubarias?



O que me roubarias?
O sol para me dares a lua?
Um beijo para dizeres que o conseguiste?
Um abraço para me aconchegares?
A razão para me fazeres perder o sentido?
A solidão para depois sentir ainda mais as tuas ausências?
Os sorrisos para chorar por ti?
Noites frias para fazer de ti o meu calor?
Sorrisos para depois me dares lágrimas?
Afinal, o que me roubarias?

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Fecha os olhos



Onde podes ser quem tu quiseres
 
Entras no mundo dos prazeres
À procura das fantasias
Que não encontras nos teus dias
Simplesmente rotineiros
Mergulhados em conceitos e baseados na razão.
Entras no novo mundo que não existe na tua realidade
E deixas para trás o poder da ilusão
Fazes da fantasia a tua realidade
Que existe na tua mente
Mas fecharás a porta desse mundo
Quando abrires ao amanhecer
As janelas do teu corpo: o teu olhar.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Jogamos?



Jogamos algo apenas conhecido de nós
Agarramos no que temos e fazemo-lo quando estamos sós.
Envolvida no véu a cobrir o que é meu
Queres descobrir o que tenho para dizeres que é teu.
Jogamos à cabra-cega e ficas de olhos vendados
Tentas percorrer caminhos que sempre te foram vedados.
Percorres os vales e os rios
Procurando à fonte chegar
Mas tu não sabes o que irás encontrar.
Reina apenas a escuridão
Mas nada está perdido
Tentas na mesma entrar no jardim
E comer o fruto proibido.
Começa a nevar sobre nós e sentimos o prazer verdadeiro
Pois não se sente o frio pois o gelo começa a derreter
São as chamas do desejo que o fazem aquecer.
E é nessa água, aquecida por nós, que mergulhamos
De uma forma atroz
E que revela a verdadeira natureza:
Muitas vezes cegos pelo desejo não vemos a beleza.

domingo, 26 de setembro de 2010

Preciso de ti


Preciso de ti
Repito essa frase na minha mente silenciosa.
Preciso de ti
Ouvir a tua voz para saber que estás aí.
Preciso de ti
Que pares o teu relógio e que me ouças apenas.
Preciso de ti
Amor frio para não aquecer demasiado o coração.
Preciso de ti
De punhais para cortar as amarras .
Preciso de ti
De luz quando a sombra ultrapassa o ser.
Preciso de ti
De gritar para o silencio para me fazer ouvir.
Preciso de ti
Repito essa frase na minha mente silenciosa.
Preciso de ti
Amor frio para não aquecer demasiado o coração.
Preciso de ti
De punhais para cortar as amarras.
Preciso de ti
Um toque nos lábios com sabor inesquecível.
Preciso de ti
Desejar o que não tenho ansiando mais.
Preciso de ti
Dar as mãos vazias para preenche-las com quase tudo.
Preciso de ti
Das carícias da brisa despida desejando que um dia sejam vestidas de sentido.
Preciso de ti
Tempo para existir .
Preciso de ti quando acho que não preciso de nada

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

"A Vida" : um espectáculo a não perder

Nem sempre somos protagonistas mas isso nao faz de nós menos importantes mas sim seres autênticos
Ás vezes as luzes da ribalta podem provocar cegueira.



Bem-vindos a este espectáculo que estará em cena a partir do momento em que o desejarem ver, ou seja, 365 ou 366 dias por ano de dia e de noite.

Os bilhetes adquirem-se nos locais habituais: na maternidade. O pagamento dos bilhetes pode ser efectuado de diversas formas de acordo com as necessidades do espectador: em dinheiro se o mesmo esperar a satisfação de interesses imediatos. Se o pagamento for feito em géneros sentimentais como amor, amizade, ódio ou outro receberá sempre troco.

Não há limites de idade para ver este espectáculo mas claro que em certos momentos que se aconselha que esteja junto a pessoas da sua confiança ou de quem goste porque há certas cenas demasiado emotivas.

Trata-se de um espectáculo de variedades: comedia, tragédia, suspense, enfim um espectáculo pautado pelo imprevisível.

Os lugares para o espectáculo estarão disponíveis e são escolhidos pelo espectador de acordo com a perspectiva que desejarem ter deste espectáculo. Assim sendo, poderá optar por assistir de um camarote e usufruir confortavelmente das alegrias, tristezas de outrem. Pagará um imposto se não deixar a cadeira em algum momento.

Os espectadores poderão também usufruir dos prazeres mas lembre-se que a sala não deve ficar suja. Se tal acontecer ficará responsável pela sua limpeza.

Evite importunar de forma inadequada mas se o fizer deverá tentar remediar a situação para que o espectáculo não fique em suspenso.

Independentemente do seu papel inicial neste espectáculo (quer seja espectador ou actor) a qualquer momento pode optar por mudar de posição, podendo em algumas circunstâncias tornar-se um actor como qualquer outro. Inevitavelmente tal mudança poderá ser benéfica ou não, pois tal exige uma adaptação a essa nova posição e não ensaios.

A única exigência é que partilhe o espectáculo com quem mais gosta mas se ficar junto de alguém menos apreciável para si, tente conhecer essa pessoa mas se tal não for possível, limite-se a mudar de lugar.

Mas não só de espectadores é feito o espectáculo mas também de actores.

Teremos com certeza grandes personagens que tudo farão para destacar as suas qualidades e /ou defeitos. Claro que não há actores insubstituíveis mas marcados pela sua autenticidade ou naturalidade. Reconhecemos que poderão não agradar a todos mas aceitam-se sugestões.

Outros actores aceitarão ser sempre protagonistas e nunca espectadores mas não nos devemos esquecer que as luzes do palco também pode cegar evitando ver aos protagonistas quem os rodeia. É um dos inconvenientes de se ser o centro do espectáculo.

Teremos também actores que optarão por ser personagens secundárias, tentando à sua maneira dar de si mas sem demasiado protagonismo.

Os figurantes serão os que se limitarão a fazer o que lhes mandam.

Outros técnicos que se encontram atrás das cortinas, por medo ou por acharem simplesmente que não necessitam de protagonismo ou de acharem que não são talhados para aparecer no palco, são igualmente importantes para a manutenção do espectáculo. Estes procuram apenas fazer o seu trabalho mas claro que sem lhes nada disto seria possível.

A meio do espectáculo poderão surgir alguns actores alpinistas que procurarão sempre o apoio de outros para desempenharem o seu papel e poderem chegar ao topo.

Os mímicos também estarão presentes e limitar-se-ão a imitar os outros procurando de alguma forma gozar com eles ou salientar algum aspecto menos visível a olho nu.

Ao longo do espectáculo terá a oportunidade de conhecer os bons e os maus da fita mas nem todos os que aprecem bons o são e cabe ao espectador e a outros intervenientes descobri-los. E dar um desfecho diferente a essas personagens.

Mas lembre-se que nem sempre o espectáculo poderá ter um final feliz ou o desejado.

Independentemente e ser actor ou espectador, quando achar conveniente abandonar definitivamente a sala será reembolsado com pena e tristeza mas com um ponto de esperança que será valido enquanto permanecer nas imediações do edifício onde decorre o espectáculo. Se aí permanecer, poderá a qualquer momento voltar à sala, não sendo por isso, prejudicado.

Os actores serão substituídos, os espectadores deixarão um lugar vazio que poderá ser preenchido mas o espectáculo ganhará um novo rumo e nada será como antes.

Independentemente do que aconteça e das mudanças que ocorram, reconhecemos a importância de todos estes participantes mas claro que é de si que precisamos para que este espectáculo fique mais enriquecido por isso…… apareça.

domingo, 22 de agosto de 2010

Fazes sentir mas fazes perder o sentido

Um sentimento intemporal que nunca perderá o sentido




Amor se assim te posso chamar

Mais do que tudo existes

Ou talvez sejas uma ilusão que

Reúne todas as emoções.



És tudo e não és nada…



Foges de tudo e refugias-te

Onde menos se espera;

Gritas por alguém

Oculto nas sombras sentimentais.



Quando apareces, numa

Unica vez constróis

E destróis tudo.



Agora sei que existes, porque um dia

Reuniste em mim todas as alegrias

De uma adolescente apaixonada

E perdida nas loucuras do amor



Sei que não sou nada perto de ti

E que tu podes ser e ter tudo o que quiseres

Mesmo que seja de uma forma cruel.



Sem ti não podemos viver

E gritámos por ti quando precisámos de



Viver algo mais que uma simples alegria, pois tu és

E sempre serás a tristeza num sorriso e a alegria numa lágrima,

Reunidos numa só emoção que és tu: Amor.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Pediste-me e eu despi-me.........



Pediste-me que me despisse e eu despi-me de preconceitos e escrevi.

Pediste-me um momento e eu dei-te o tempo todo do mundo. Deixei que o tempo passasse e procurei uma roupa adequada para que me pudesse cobrir.
Abri o armário meu mundo e optei por um vestido de palavras não demasiado simples mas também não muito extravagante. Gostei do estilo discreto mas sedutor com uma linha romântica mas de inspiração racional.
Tinha cores variadas: desde branco que me fazia sentir paz, vermelho que me fazia sentir paixão, verde que me fazia sentir esperança, o azul que me fazia sentir calma, preto quando me sentia mais triste, o amarelo quando necessitava de calor. Com estas cores sentimentais pintei as palavras procurando assim dar-lhes mais vida e sentido.
Com cor e sentimento enverguei esse vestido porque este não teria qualquer valor se estivesse no armário.
A verdade é que nunca o usei porque tinha medos que não gostassem das minhas curvas literárias.
Hoje, visto me assim cobrindo me com um véu de mistério que oculta em parte a essência mas que mostra o essencial.
Agora não me dispo porque as palavras estão entranhadas na pele. Se as apagar as marcas ficarão lá porque ninguém pode apagar a beleza das palavras. Enquanto elas forem belas para alguém então vale a pena continuar de vestido.
Tudo porque se a obra for boa, esta permanecerá gravada para sempre na alma de quem a segue mesmo que o artista morra.
Por isso, nas passerelles literárias vou continuar a desfilar enquanto sentir que vale a pena.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Fotografa-me a alma que eu deixo

A beleza está nos olhos de quem a ve



Fotografa-me a alma que eu deixo.

Dou-te permissão para que, com a maquina que “captura” as pessoas, também o faça comigo. Não faz mal que fique presa eternamente e que ne ofusque a luz.

Deixo que me envolvas com ela e me descubras por entre os feixes de sombra que a luz não consegue afastar.

Dou-te apenas permissão para que me fotografes a alma e não o que é visível porque o que vês perece mas a alma é imortal.

Fotografa mas não lhe juntes artifícios. Limita-te apenas a retratar a naturalidade que ela possui. Mostra o que merece ser visto.

Captura e revela a beleza da alma porque ela está nos olhos de quem a vê, mas será que tu consegues vê-la?

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Será que me apanhas?




Será que me apanhas?

Será que apanhas este ser que se movimenta por aí?

Não pois não?

Nãao apanhas porque simplesmente baseaste tudo aquilo que sabes simplesmente naquilo que vês.

Vês e não entendes, sentes e não sabes a razão…..

Dizes palavras incompreensíveis para os ouvintes mais atentos

Ninguem te diz nada porque ninguém compreende o que falas…

Não me apanhas

Não me apanhas nas armadilhas sentimentais

Não me apanhas a chorar uma vez mais

Não…..

Vi uma luz no meu espírito e deixei ficar

Deixei ficar a luz do sorriso dos que me rodeiam

Das crianças que fazem parte da minha vida

Dos sentimentos que lhes suscitei e que me fizeram sentir viva

Agora já não interessa que as vozes sejam apenas o silêncio

Não faz mal……

Quem quiser mais

 Terá de me apanhar

E para me apanhar terá de seguir o rasto de uma alma muitas vezes solitária

Mas que sente como qualquer outra

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Faz de conta


Faz de conta

Faz de conta que nunca existi para ti

Faz de conta que morri

Torna-me fria e invisível para ti

Não quero que me olhes

Não quero que tentes adivinhar o que sinto

Faz de conta que morri apenas

Agora deixa-me

Deixa-me porque

Porque não entendo

A razão pela qual ainda me apertas o coração

Porque continuo a ter recaídas que mesmo que passageiras, me deixam a vaguear por pensamentos pouco recomendáveis

Porque me suscita tanta raiva por mim?

Já não chega?

Já não chega de lágrimas?

Já não chega de lembrar?

Por isso acredita simplesmente que morri para ti

porque um dia tudo se transformará

E no momento em que voltares já nao serei eu...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Há momentos assim

Momentos em que me perco

Momentos em que me perco em mim

Divago por pensamentos e sentimentos

Que queria que tivessem um fim





Quero arrancar-te do peito

Porque não consigo entender

Estes sentimentos que me fazem…………

S
O
L
I
D
Ã
O

O que está presente e não se vê

Podes estar acompanhado

Mas sentes - te sempre abandonado

Estás só

E não consegues partilhar

O que o teu coração sente

O que a tua mente está a pensar

Queres falar mas não tens coragem

Não és capaz de olhar para o espelho

E ver reflectida a tua imagem

Queres gritar mas não consegues ouvir a tua voz

Sabes que os outros não estão perto e tu estas só

Não vais partilhar as tuas lágrimas

Porque parecerão banais

Não vais falar do que sentes

Porque achas que será demais

E que ninguém ouvirá o que tens para dizer

Por isso vais calar e conter

Esses sentimentos que queres esconder

Porque não os consegues entender

Não darás parte fraca porque isso já ocorreu

E que no fim muita gente sofreu

E por causa disso te sentes culpada

Porque no fundo sabes que nunca serás perdoada

E os teus erros nunca serão esquecidos

E por isso, por muito que queiras partilhar

Nunca ninguém te irá acompanhar

E por isso acreditar

Que alguém um dia poderá de ti gostar

Será sempre uma

utopia

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Foste ou ainda és?

Foste fantasma mas parece que agora ganhaste vida





No passado eras um fantasma mas nessa altura toda a gente reparava em ti.

Achavas te importante nessa altura?

Possivelmente sim ou talvez não porque reparavam em ti por simplesmente existires de uma forma diferente que os outros não compreendiam.

Não sabiam o que eras, não sabiam como lidar contigo. Então para terem motivo para falar deram te um sentido que nunca compreendeste.

Existias?

Sim, mas de uma forma completamente desconexa e sem sentido. Relevaram de ti aquilo que querias esconder dentro do armário. Aquilo que todos viam menos tu.

Não compreendias a língua dos seres humanos da tua idade.

E agora?

Agora és mesmo alguém que paira por aí……

Acompanhada pelos fantasmas do passado.

Ninguém sabe onde estás, onde vais parar, porque estás aqui ou porque existes.

És um fantasma certo?

Será que eles têm vida?

Será que é importante dar vida a alguém que não sabe o valor que tem?

Sabes o que és?

Ainda não? Então trata de descobrir  porque se não vais ficar morta literalmente.

E aí sim, talvez não haja forma de voltar atrás.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Será apenas



Será apenas uma fantasia tua

Teres essa mulher toda nua

Longe dos olhares indiscretos

Por isso querias um encontro secreto

E uma cama vazia

Onde pudesses realizar a fantasia

que se mantem em ti

Numa cama onde a pudesses ter

e lhe pudesses dar o prazer

que dizias ela nunca ter tido

Ter esse corpo junto ao teu

Poder fazê-la sentir o verdadeiro desejo

Por entre um beijo ardente

Fazê-la gemer de satisfação

Fazê-la dizer ao teu ouvido todas as suas fantasias para que a pudesses satisfazer

Fazê-la pedir mais……

Querias tê-la por uma tarde esperando que esta se prolongasse ate ao anoitecer

E ir até à loucura ate ao amanhecer

E quando amanhecesse

Acordar junto dela e passear pelo seu corpo adormecido

Embalando-o em carícias e beijos

Darias,assim, o teu corpo como objecto sexual

Tudo para ver essa mulher no acto que tu dizes ser divinal

Tudo farias para a tornares completa

Querias desabrochar essa flor

E poder dar-lhe todo o amor

Que dizes ter para dar

Desejas um dia essa fantasia realizar porque para ti ela é apenas isso

Esperas um dia ter a contemplação real dessa mulher a que um dia chamaste de “criatura deliciosa”

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Olhamos e………



Olhamos para os outros

Não olhamos para nós

Pensamos que são os outros que estão mal

que não somos nós

 
Estamos agarrados ao que vemos

estamos agarrados às aparências

pura ilusão

Mas para muitos, sinal de inteligência.


Criticamos os demais

Porque possivelmente até gostaríamos de ser assim

(ou não)

por acharmos que os outros são mais perfeitos

e que nós poderemos ter mais defeitos

Ou

Simplesmente porque somos humanos

e os humanos sentem e erram

criticam

ficando assim por vezes parados num tempo vazio que achamos que está preenchido

por aquilo que vemos em redor.

Ainda bem que esse tempo não é generalizado e que os outros não são o nosso espelho porque não há nada melhor que manter a nossa autenticidade.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Abraça-me.......



Abraça-me e em silencio ficaremos pk por agora as palavras nao sao necessarias.
Quero que me aconchegues junto a ti e k juntos consigamos sentir.....
Aperta-me com força contra o teu peito e deixa que eu te torne o meu abrigo , a minha almofada por uns momentos.
Abraça-me
Aperta me junto a ti e abafa estas emoçoes que me sufocam a alma e me ofuscam a mente.
Não suporto........
Não suporto olhar para a frente e ver o que ficou atrás....
Não quero pk isso magoa e eu quero esquecer.....
Não suporto por isso abraça-me.....
Se tiver de chorar deixa
Mas..........
Mas hoje nao tenho mais lagrimas para chorar
Elas secaram nesse passado que teima em ressurgir......
Hoje....
Hoje ja nao ha lagrimas mas apenas um bater do coraçao mais acelerado
um aperto que magoa
um bater ao qual quis tirar a emoçao apesar de tudo
sabes porquê?

Quero ter um sorriso no rosto mesmo que seja triste e..............as lágrimas?
As lágrimas ficarao para o silencio de uma noite solitaria.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Sabes que morri para ti?

Tens estado ausente mas a tua presença está nos jardins


Tenho sentido a tua ausência ao longo dos anos.

 Das vezes que me cruzei contigo foi de uma forma casta e inocente.

Não sabia quem eras nem como te olhar.

Não sabia o que dizer, não sabia o que pensar.

Continuas ausente….

Se me cruzei contigo há uns anos, foi apenas de uma forma sentida apenas nada mais…..

Senti te como nunca senti algo igual. Deste me sentimento, vontade de te ter por perto.

Mas essa vontade foi se desvanecendo com os dias e as horas porque afinal nunca te partilhei com “ninguém”.

Partilhei apenas as noites sem dormir, as lágrimas derramadas, apenas isso…..

Estava presa à tua ilusão e ao acreditar que serias bom para mim e que me darias o equilíbrio que necessitava.

Mas não….

Desequilibrei-me porque

Porque morri para ti. Quis morrer por ti…

Hoje a tua ausência já não é (tão) notada porque nunca estiveste comigo de uma forma plena.

Senti te apenas e não te vivi…..

Se um dia olhares para mim, se te aproximares não darei por isso porque não sei que rosto tens, não sei como és, não sei…..

Se me disseres que me queres direi simplesmente que foi engano.

Observo os teus efeitos e gosto do que vejo.

Mas  tu sabes

Sabes que morri para ti não sabes?

terça-feira, 13 de abril de 2010

Voltará noutro dia só para ti



Prostrada sobre a cama

Envolvida pela escuridão

Querias um motivo

Para alcançar a satisfação

Não o encontraste por entre as roupas e a cama vazia

Querias chorar mas adiaste isso para outro dia

Querias não ficar só

Então procuraste por entre as fantasias

Um motivo para ficar por ali.

Lentamente despiste o teu corpo

E vestiste-o com a alma daquela que querias um dia te tornar

A mulher “fatal” que não mata

Mas que espera que um dia alguém a possa amar.

Perdeste o pudor e com os dedos passeaste pelo corpo

Que desejavas conhecer

Através dos pensamentos e das mãos

Sequiosas de prazer.

Ficaste por aí passear por entre as curvas de um corpo

Com o qual desejavas alcançar o céu.

Entregaste te a esse momento que disseste ser teu
Dispersa em pensamentos e fantasias

Ficaste por ali e quando o momento chegou

Olhaste para as tuas mãos cobertas com o prazer que conseguiste alcançar

Na escuridão sentias o cheiro do corpo que “possuíste”

E que achavas não ser teu

O coração disparou e ficaste ali

Saboreando o momento que te deixou o corpo em êxtase

O momento que pediste para ti

Envolvida na escuridão que era a testemunha desse desejo

Que voltará noutro dia só para ti.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Sabes que sou pouco

Sabes que sou pouco mas sao as pequenas coisas que fazem a diferença


Conhece me agora porque amanha pode ser tarde
Ama-me e deseja-me
Percorre o meu corpo e sacia te
Sacia esse desejo que está entalado no teu corpo
Beija-me
Encosta me à parede e prova-me que sou unica
Que nao sou como as outras
Sente me e grita comigo
Cala definitivamente os gritos do silencio e substitui-os pelos gritos do prazer
Deseja me e faz com que eu faça parte do teu mundo de fantasias
Torna esse mundo realidade
e ficaremos juntos por aí

Há sempre alguém

Se fores capaz de reconhecer aquilo que és e os teus defeitos, mais ninguém poderá magoar-te porque os nossos piores inimigos somos nós próprios e não os outros





Há sempre alguém que está do outro lado.

Sempre que a olho reflectida no espelho nem sempre consigo reconhecê-la. 
Olho para ela e nao a conheço.
Percorro com os dedos o espelho para conseguir ver algo mais ou pelo menos ver quem é.
Toco-lhe na face para tentar senti-la e descobrir algo de familiar.
Falo para ela fazendo soar uma voz familiar e assim quebrar o silêncio que paira entre "nós".
Quando menos se espera ouço-a pronunciar estas palavras " És uma pessoa estranha que nao vale a pena conhecer".
Nesses momentos ouço o quebrar do espelho e por algum tempo deixo de lhe falar e de olhar para ela.  Tudo porque nesses momentos odeio-a.
Odeio esse ser que está reflectido no espelho e nesses momentos digo-lhe " És mesmo idiota".
Palavras que me fazem voltar à Terra e abrir os olhos e pensar que se o disser mais ninguem poderá ter esse direito.
E assim, sinto me mais leve mesmo que as palavras nao façam sentido.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Um desejo

Um desejo satisfeito entre 4 paredes e a água corrente.

Entraste num espaço e entre quatro paredes desejaste despir-te de tudo o que envergavas.
Quiseste libertar o teu corpo de tudo o que o cobria, pois para ti era algo acessório. Ficaste natural com um olhar discreto mas sedutor. Não te conhecia esse rosto de anjo para com um rasto de sedução inocente.
Despida de preconceitos limitaste-te a estender a mão para abrir a água do chuveiro.
Fechaste a cabine atrás de ti.
Tinhas apenas desejo…. Desejo de te satisfazeres usando o teu corpo.
Querias lavar a mente de tudo, lavar o corpo e satisfazer o desejo.
Entre a água que escorria pelo teu corpo, podia sentir-se o bater do coração em qualquer parte que tocasses.
Bastava olhar-te…….
Sentia-se o cheiro a baunilha do gel que usavas e que começou a escorrer suavemente pelas partes íntimas de um corpo que não pertencia a ninguém.
Os dedos percorriam o corpo e espalhavam a essência daquilo que se sente mas não se vê: desejo.
Libertaste-te de preconceitos e partilhaste contigo mesmo o teu conhecimento e descobriste o verdadeiro sentido da satisfação imediata.
Sorriste entre as gotas que se foram evaporando graças ao calor do teu corpo.
Satisfizeste um desejo mas no teu íntimo sabes que para lá das 4 paredes tudo será como antes.

terça-feira, 30 de março de 2010

Morre....mas noutro dia


Morre noutro dia
Não morras hoje
Vamos ficar mais perto pelo menos esta noite
Vamos deixar que a escuridao nos envolva
Que as estrelas sejam o nosso mapa astral
E que simplesmente a brisa nos acaricie
Morre noutro dia
Vive comigo um sonho acordado
Vamos mergulhar nas ondas que conhecemos bem
Sentir o pulsar do coraçao
Sentir o pulsar apenas
Morre noutro dia
Morre amanha
Porque quando o amanha chegar
Pedirei mais um dia porque as noites sao pequenas demais
E sei que quando amanhecer ja nao estarás aqui
Nessa altura ja terei acordado
Por isso morre noutro dia

quarta-feira, 24 de março de 2010

À descoberta da Tentação


Lança as tuas redes tecidas com as linhas do prazer.

Lança-as sobre as ondas do corpo onde desejas navegar.

Nessas ondas que te levarão à terra apelidada de Tentação.

O que aí encontrarás?

Usa os teus sentidos para descobrir.

as maravilhas que tem para oferecer e contempla a paisagem.

Sente o cheiro natural desse local despido de artifícios e pudores.

Percorre todos os recantos dessa terra com as tuas mãos.

Ouve atentamente todos os sons: todos os murmúrios ou gritos de prazer ou desvairo.

Sacia a tua sede na fonte que transborda, deixando te de água na boca.

Partirás……

Partirás com um sentimento de conquista e descoberta. Mas há tantos mistérios para desvendar e para ver!

Partirás sem saber se cumpriste o teu destino.

Por isso voltarás de novo?

Tentarás encontrar um motivo para te tornares um forasteiro da ilha da tentação.

Desejas a satisfação mas não queres uma prisão.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Ousar para conquistar


O corpo está inerte sobre a cama

Aproximas-te e com os teus dedos percorres o corpo coberto com a brisa

Procuras ter esse corpo casto que parece adormecido

Que só se moverá quando realmente conseguires possuir não só o corpo mas também a alma casta e inocente

Desse ser que dizes amar profundamente

Esse ser que Parece aparentemente ao teu alcance.

Tocas nas curvas do seu corpo

Em busca de um motivo para o amar

Mas não sabes o que ele pensa

O que ele quer?

O que ele deseja?

Envolves esse corpo com o teu procurando de alguma forma dizer que ele te pertence

Mas será que é teu?

Sussurras ao seu ouvido aquilo que desejavas ouvir

Podes tocar-lhe mas não o podes ter

Podes amá-lo mas ainda não ouviste a sua voz

Não sabes onde está a sua mente

Não sabes onde está o seu coração

Ele não está ao teu alcance

Por muito que tentes apenas terás a contemplação

Deixa – o acordar para sentir

Deixa-o ficar porque se não tiveres o seu coração não terás o seu corpo.

quinta-feira, 11 de março de 2010

A boneca partiu-se


A boneca partiu-se
Juntei os cacos mas nao consegui que ficasse igual.
As marcas da queda ficaram lá.
Tive pena por nao conseguir torná-la a mesma
Nunca mais será a mesma
Os olhos perderam o brilho
O sorriso já não será perfeito
Está diferente mas nao quer dizer que esteja pior
Simplesmente tenho de me adaptar e aprender a viver com ela porque nao tenho outra.
Agora está mais frágil mas se tiver cuidado, nada de mal lhe acontecerá.
Não poderei emprestá-la a muita gente porque nao quero perdê-la de novo
Emprestá-la-ei apenas aos amigos pois quero que olhem para ela e desfrutem da sua presença.

Agora que mudaste será que é seguro deixar-te por aí?

quarta-feira, 3 de março de 2010

A gota que faz mover as almas do mundo


Cada lágrima é a melodia do silêncio

É a melodia do teu corpo

É a expressão do teu interior que muitas vezes está mergulhado em sentimentos pouco claros

É o desejo de expressar o que não é possível dizer por palavras

É aquilo que te ajuda a dizer de uma forma sublime aquilo realmente sentes

Ajuda a expressar tudo o que te vai no coração

Muitas vezes confundida com excessiva sensibilidade ou excessiva fragilidade

Quando a vires a cair não te apresses a limpá-la.

Deixa-a cair porque ela te ajudará a lidar com tudo o que está aí dentro da tua alma.

Acaba por ser uma parte de ti que surge de uma forma frágil.

A lágrima pode ser simplesmente a explosão momentânea de tudo o que sentes: raiva, ódio, frustração. Enfim todos os sentimentos de que te lembres

A lágrima exprime aquilo que te vai na alma e muitas vezes te ajuda a enfrentar as situações que poderiam ser enfrentadas com mais agressividade……

A lágrima exprime um interior muitas vezes envolvido na dúvida, confusão ou simplesmente desejo.

Mas não a utilizes de forma vã pois se o fizeres, ela deixará de ter sentido e passará a ser uma banalidade…

A lágrima é muito mais do que uma simples gota de água….

Diz aquilo que não consegues dizer verbalmente

Às vezes as lágrimas caem porque simplesmente recordamos.

As lágrimas caem no silêncio e tomam-se a melodia da noite.

Quando o dia amanhece, sentes - te bem melhor, não sentes?

O silencio já não é tão duro pois não?

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Será que o “ideal” conseguirá acompanhar-me?



Será que conseguirás acompanhar os meus pensamentos, os meus silêncios?

Será que saberás quando deverás afastar-te e quando deves ficar?

Olharás para mim e o que verás? Não me digas o que achas que eu quero ouvir mas o que preciso de escutar.

Conseguirás acompanhar-me nos caminhos sombrios da minha mente nem sempre racional? Não?

Irás fugir e esconder-te quando não conseguires encarar-me? Por não saberes o que dizer?

Irás ouvir me quando te falar ou irás deixar-me a meio de um silencio ou de um olhar fugidio?

Aceitarás o que sou e o que fui ou arranjarás 1001 razões para não o fazeres?

Procurarás em mim um ideal que não existe ou procurarás conhecer a realidade?

Conseguirás ler-me a alma ou verás apenas a superfície para depois dizeres que conheces a essência?

Irás prender-me a ti por comodidade ou satisfação imediata ou por um sentimento válido?

Queres um refúgio ou um local estável para viveres?

O que desejas?

Tens opções, tens de fazer escolhas...


Deves ver o essencial:

Preciso que me acompanhem mas mais que isso, quero que me ajudem a avançar.