Acordei e olhei para o espelho
Vi um rosto velho
E um olhar mortiço
O cabelo negro comprido
Em perfeito desalinho.
O sino dobra a agonia
do correr do dia.
Vou sair e descer a avenida.
A luz morre no meu vestido negro.
Olho para o céu e vejo uma luz pequenina
que brilha sozinha,
tão sozinha como eu.
As pálpebras descem
e a noite debruça-se sobre mim,
triste e negra.
Carrega a saudade que em mim tenho.
Nos meus lábios algo vai morrendo,
quando as minhas redes prendem o teu amor tão vasto como o céu,
as saudades que trazia comigo.
Uma nova esperança vejo nos olhos da saudade,
um novo amor florescerá em mim
da cor do jasmim,
e que colherei para ti.


