domingo, 21 de abril de 2013

Quando te beijo


Resgatamos as estrelas

que caíram descuidadas.

A noite madruga

E os violinos tocam

Enquanto o rio escorrega tranquilo

E o Sol flutua no céu.

Quebra-se a penumbra.

O corpo está frio

O silêncio devasta as entranhas

Num desespero profundo.

No coração da floresta esse silencio penetra,

onde os segredos ocultos rodam,

Lobos discretos

Com esconderijos secretos.

Algo se agita e faz o coração palpitar

As tuas pupilas começam-se a agitar

E a tua alma fica acesa,

quando te beijo. 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Desafio para os leitores

Quais os textos que na vossa opinião têm a melhor inspiração?
 
Fico a aguardar respostas por email ou através de comentário
Na página do gmail Inspirem-se.
Até lá boas inspirações.

sábado, 13 de abril de 2013

Onde me deito


Passo as noites acordada

Estou velha e fraca

Sinto que a força me abandona

Quando deixo de pensar em ti, Amor.

Penso em ti para te amar.

Penso em ti para te ver.

Penso em ti para te encontrar.

Atraso os ponteiros do relógio

Fico no intervalo do anoitecer e amanhecer.

Pouso a cabeça no teu peito

Para te ouvir pulsar.

Mantenho os sentidos despertos.

Não durmo.

Quando adormecer já não estarás aqui.

Na minha loucura

Creio que posso dar-te a Lua

Para que fiques com a alma que é tua,

E derramo a minha caneta de tinta no teu horizonte

Onde me deito para pensar.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

O encanto


Despi o amor
Tornei-me um corpo vazio
Via o mundo ao contrário
Achava as coisas estranhas
E as dores tamanhas
Bateram à porta

Amor entra à vontade pois já esperava que voltasses
Não me olhes dessa maneira
Já te conheço bem demais
Mas conheço esse olhar
Não lhe resisto e tu bem sabes.
Tenho raiva que seja assim.
Podes tocar no que vês pois é teu.
 
Ouve-se um canto profundo
Vindo do fim do mundo.

Meu amor, quero que fiques à vontade.
Não quero que vás
pois é muito possível que amanha te peça para voltar.
Tenho as mãos abertas e os olhos fechados para as histórias de encantar
Já não sou Cinderela
Tenho muito pouco para te dar.
Sou a bruxa má que comeu a maçã
Mas afinal quem ficou encantado foste tu
e quem caiu (nos teus braços) fui eu.

sábado, 30 de março de 2013

A mulher de negro

Acordei e olhei para o espelho
Vi um rosto velho
E um olhar mortiço
O cabelo negro comprido
Em perfeito desalinho.
O sino dobra a agonia
do correr do dia.
Vou sair e descer a avenida.
A luz morre no meu vestido negro.
Olho para o céu e vejo uma luz pequenina
que brilha sozinha,
tão sozinha como eu.
As pálpebras descem
e a noite debruça-se sobre mim,
triste e negra.
Carrega a saudade que em mim tenho.
Nos meus lábios algo vai morrendo,
quando as minhas redes prendem o teu amor  tão vasto como o céu,
as saudades que trazia comigo.
Uma nova esperança vejo nos olhos da saudade,
um novo amor florescerá em mim
da cor do jasmim,
e que colherei para ti.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Partilha do meu primeiro selo :)

Queridos leitores, seguidores e amigos, agradeço a consideração pela dona do blog que me referiu http://rainhadasinsonias.blogspot.pt/2013/03/campanha-de-incentivo-leitura.html e autorizou a participar na campanha de Incentivo à Leitura. Obrigada por este Selo.



As regras são:
1.Referir quem nos indicou.
2.Escolher 10 blogues a quem passar este selo.
3.É expressamente proibido levar o selo sem convite.
4.Avisar os blogues que foram convidados.

Aqui estão os blogues por mim escolhidos que estão desde já autorizados a divulgar a campanha.
Ei-los:
http://nimbypolis.blogspot.pt/
http://aparteeotododemim.blogspot.pt/
http://olharvianadocastelo.blogspot.pt/
http://carloscordoeiro.blogspot.pt/
http://musarenascentista.blogspot.pt/
http://letrasnocaminho.blogspot.com/
http://luxuriasentida.blogspot.pt/
http://otempoeapoesia.blogspot.pt/
http://universoliterattus.blogspot.pt/

O livro que recomendo....


Abraço e boas inspirações.
A_P

sexta-feira, 22 de março de 2013

O beijo bordado



Não há amor com maior tamanho
 
Que aquele que por ti eu tenho
Não há amor que mais me envolva
Como aquele que se escreve em lume brando
No espelho do rio.
Hoje estás deitado
E eu deixo os meus olhos repousar
No azul do céu.
Mas nada é previsível.
Atiro-me no espaço
desço pela luz da lua
Acordo-te com um abraço
Dou-me de corpo e alma nua
Onde trago o teu beijo bordado.


quarta-feira, 20 de março de 2013

O jogo das escondidas

 
A primeira questão que me surge é se o que tentamos esconder dos outros acaba por morrer, ou seja, será que conseguimos ocultar dos outros o que queremos esconder de tal maneira que sejamos capazes de pensar nisso  e não sentir o que tais coisas nos provocam?
Creio que De alguma forma acabamos por matar em nós algo mas ficam sempre réstias. Aprendemos a lidar com as situações, aprendemos a dar uma nova perspetiva às coisas para nos sentirmos confortáveis e pensarmos que podemos recomeçar.
Comparo essas situações a um puzzle. Temos um puzzle muito bem montado com as suas 1000 peças, suponhamos, e sem estarmos a contar, vem alguém e destrói a nossa montagem.
 Como nos sentimos?
Frustrados, tristes e com vontade de desistir.
Não desistimos e recomeçamos. É complicado pois existem cores parecidas, as peças parecem todas iguais. É necessário ter critérios e separar para poder unir de uma forma coerente.
Ficamos satisfeitos quando conseguimos montar quase tudo mas há sempre a dúvida.
Será que quando chegarmos ao fim teremos todas as peças?
Tudo termina e não falta nenhuma. Sentimo-nos felizes por termos conseguido recomeçar mas fica sempre o receio que tudo se repita e alguém destrua tudo o que construímos.
O que fazemos?
Defendemos o que é nosso. Colamos o puzzle para que não exista nada que  destrua com tanta facilidade o que construímos. Queremos manter o que é nosso em segurança.
Apesar disso existirá sempre a sombra e o receio que tudo se repita mas se tal acontecer estaremos preparados para o embate e nada mais será como antes pois afinal nada morre, tudo se transforma.

terça-feira, 19 de março de 2013

Naquele momento...


Olho para a minha cama de pétalas de rosa
Onde me deito quando quero “morrer”
Quando fecho as janelas e me beijas  a face com o olhar,
Desejo que me abraces nessa noite
Nos breves momentos da vida.
Apesar do corpo em desalinho
e do coração com faíscas de gelo,
sei que o sentes a pulsar.
E entre as 1001 lágrimas que  escorrem pelos vitrais
Existe um coração que arde mas que tu não vês
Mas que está na palma da tua mão,
quando me pedes que te dê o meu mundo,
um livro de mistérios
que só li eu.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Quando não estás.....


Sinto falta de palavras.
Estar sem ti é incerto
O tempo pára
E o caminho fica deserto.
Estar sem ti não consigo
Amo-te mesmo quando não o digo.
Quando te afastas a saudade aperta
Mas nem sempre sei o que te dizer
Não encontro as palavras certas,
És tudo o que um verso diz
Tudo o que existe num poema.
Apenas preciso das tuas asas
E o teu peito me basta
E olho para o escuro céu
E vejo deitados o meu corpo e o teu.
Acorda aí o que na alma
adormecido estava.
Começou a chover (caricias) sobre o universo
E o meu coração floresce
como flor nocturna
em ti.

sábado, 2 de março de 2013

Inocência perdida

As palavras perderam a inocência
Já não são virgens
Pois fizeste amor com elas
Despiste-as na noite
que se pintou de negro
e delineaste os seus contornos.
com a ponta da caneta.
Profundamente.
Sentiste bem de perto as suas curvas
Deitaste-as sobre o lençol branco de papel.
Lentamente.
Vagamente.
Sentiste as palavras cruas
Despidas e que serenamente crepitaram e arderam
face a teus olhos.
Deitaste-te sobre elas
E sentiste a urgência
De as possuir.
E foi esse poema que tomaste para ti
E foi assim que renasceste, nessa manha húmida de inverno.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

No teu poema amor


No teu poema amor
 
posso morrer agora
 
Quando as sombras adormecem.
 
Ainda não é tarde.
 
Posso morrer agora
 
quando o dia desfalece
 
Nos braços da tua fantasia
 
e não morreria nua e vazia.
 
Mas apenas com o que preciso:
 
uma caricia e um sorriso.
 
No teu poema amor
 
Entre os teus lábios morreria.
 

Amo-te e não conheço ninguém como tu.
 
Quando não existias o vento uivava,
 
A chuva chicoteava a minha janela,
 
O vento espalhava as folhas pelo chão
 
E os pássaros fugiam.
 
Mas tu não fugiste.
 
Ouviste sempre o meu grito
 
Mesmo quando matei a luz do amanhecer.
 
Beijaste-me desde cedo.
 
Mesmo distante ouvias a voz que não te tocava
 
Distante e dolorosa,
 
como se tivesse morrido.
 
Mas o teu sorriso escrito no Canto da Primavera
 
Fez-me acordar e
 
desejar morrer no teu poema.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

A Silenciosa



Triste silenciosa
 
Com olhos de ausência

Voz triste e lenta

De ti outras coisas ocultas emergem.

Palavras misteriosas e enraizadas em ti

E que invadem as muralhas de papelão

Dilacerando-as na fuga.

Louca silenciosa.

Solidão que prevalece

Onde existem furacões de sonhos

De tudo e coisa nenhuma.

Vozes roucas e suplicantes

Que te fazem fechar os olhos

Por breves instantes

Quando a noite se expande.

Silenciosa!

Com o peito rasgado por essa ansiedade

que não compreendes

Passeias com ele bem aberto

Estando o caminho deserto

E o orvalho cai sobre as rosas.

E assim amas em silêncio.