sábado, 20 de outubro de 2012

Ao cair da noite


Nessa noite de um encanto soluçado
quero que digas, bem junto ao meu ouvido
Qual é o teu pecado
Grita-me isso num gemido
tão desfeito
Como as brasas que espalharás pelos lábios meus.
Nas minhas mãos deixarás o perfume quente
que aquece a minha pele
Cálida e inocente.
Tira dos meus olhos a cor
Para pincelares com as tuas mãos
O Amor que te foge por entre os dedos,
Que se entrelaçam nos meus medos,
Sob a neve que o inverno traz
E com o Sol da tua boca
Nessa primavera tua, se desfaz.
E nesse momento,

Serei tua num dia de chuva
com o sol dentro de nós.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Silêncio noturno


À noite, à hora da ansiedade
 
Lugar meu, hora minha,
 
Anseio pelos teus beijos e pelo teu toque
Ouço a escuridão que é a música da noite
Desejo que venhas,
Que deixes que ela te leve os sentidos
e te evolva com as sensações.
Deixa florescer o fogo do teu desejo
Nas sombras que cobrem o corpo teu
E o meu com um véu.
As sombras em que a noite se tornou.
Vem….
Torna-te prisioneiro dessa “noite”
e deleita-te com o corpo que queres para ti
que te dará a outra face:
A face do desejo.
A face da fantasia.


O silêncio abre as mãos
E a tua boca fica ao pé da minha
e desabrocha lentamente
Nas noites luxuriantes,
nas noites quentes
Em beijos sensuais e ardentes
Em que fazes do teu querer o meu
E ardemos nessa chama silenciosamente explosiva.

sábado, 22 de setembro de 2012

Num sonho meu


Estava perdida na corrida contra o tempo.

Permanecendo o momento

Longe do teu Amor que não recordava.

Mas num dia qualquer o nevoeiro dissipou

Quando num sussurro silencioso

Te pedi que me levasses os medos

E libertasses o que sinto em mim.

Nesse frágil momento

Fechaste os braços para me ter

E eu deixei-me cair no relógio do esquecimento

Para ficar contigo uma vez mais.

Recordo o sentir de ti

Quando te deixei um pedaço de mim

Nas tuas mãos meias cheias de Amor,

Meias cheias de desejo e vontade

Simplesmente repletas da minha ausência.

Foi um beijo (in)acabado

Que tocou nos teus lábios brevemente por longos momentos

Num gesto naturalmente sentido:

Quente, doce e intenso como o Amor que nos une.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Sem ti

Sem ti o amor é vivido pela metade
Como se fosse a melodia
que acompanha as letras desenhadas no papel
Apenas são traços e não são poesia.
Ainda sei de cor o teu corpo
Quando me deitei sobre os teus sonhos
Ficando apenas pela metade
Vestindo apenas o véu da tua fantasia e do teu ser
Até a luz amanhecer.
Ficou apenas o perfume
desses momentos que rasgamos em 1000 pedaços
Com beijos e abraços  que trocamos.
Foi para o teu ser que eu corri
Para não nascer mas para morrer
Em ti.
Apenas o beijo matou essa distância
E não te contei mais segredos
Nesse amanhecer.
Pois escondi-me nos teus dedos
Só para te sentir
E à luz do teu amor
Floresceu uma flor de fogo
Que colheste no meu colo.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Meu amor

Meu amor, dei-te as minhas mágoas
Estendi as minhas asas sobre as tuas águas
Fechei o meu olhar nas mãos do teu silêncio.
Simplesmente, meu amor, te esqueci
Para em horas nuas e rubras me lembrar de ti
Loucamente.
O silêncio pôs-se a escutar
A linda melodia que me pediste para tocar
Os versos que são teus mas que os rasguei
Pois já os sei de cor
Pois os canto sempre que te escrevo.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Pela porta mal fechada

Pela porta mal fechada
Vejo a tua sombra fugidia
Mas mantenho me na sala vazia.
Fecho os olhos para vislumbrar o teu rosto
Procuro delinear com os meus sonhos
Aquilo que espelhas nos teus olhos.
Quando a porta se abriu
E a luz deixaste entrar
Começou a chover
Deste-me a mão e caminhamos
Para esse mundo paralelo
Em que existimos os dois.
Corremos pela chuva e deixamos que nos reconfortasse
Demos um beijo frio
Mas que na nossa alma queimou
Um beijo que fez parar o tempo
Diminuiu a distância entre nós
Quando raiou a saudade
Nos momentos em que existimos um para o outro.

sábado, 25 de agosto de 2012

Dobra a dor e...


Dobra a dor
Envolve-a com a solidão e manda-a pela janela.
Cala o desespero.
Grita esse amor que te vai na alma.
Sente-o e dá-me esse amor.
Preciso disso pois quero sentir-me viva.
Quero que seja a alma, o sangue e a vida em mim.
É preciso voltar a sentir o pulsar do coração
Mesmo que me dilua nesse amor
Mesmo que morra a arder no fogo
Serei por momentos a princesa da chama fria
que navega no Rio Lethes pois não devo permanecer na memória.
mas no coração.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Esse desejo....

É esse desejo latente que me faz sentir diferente
e caminhar por entre a gente
mostrando aquilo que sou.
É esse desejo latente .
de te amar perdidamente
como se da minha morte se tratasse
E  me faz mergulhar nessa realidade
e correr contra a vontade
de te encontrar.
Esse desejo latente que me faz estender sobre a tua fantasia
despir-me de toda a artificialidade
e fazer da tua vontade a minha.
E é nesse momento em que nos deitamos
os dois  sobre a noite de volupias
Que o meu corpo estendo para o teu
e deixo-me enveredar
pelo teu suspiro que aflora na minha pele
e que me lembra
na minha memória morta
que devo amar perdidamente.

domingo, 15 de julho de 2012

Eu não sei....

Meu Amor a razão pela qual
Grito o teu nome numa vontade estranha
E as minhas mãos trémulas estão frias
Por não sentir o calor da tua pele.
O meu corpo procura-te
Ardendo lentamente
Por não matar a sede dos beijos
Que não saciei na fonte do teu Amor.
Por isso olho para as mãos vazias
Com que rasgo um coração perfeito
E fecho os olhos ao desejo
Quando lembro o sabor do teu beijo
E os meus braços se entenderam para ti.
Oiço a tua voz silenciosa
Numa vontade misteriosa
De ler-me à luz que desmaia
E para do meu corpo fazeres as formas da tua Arte
E assim escreveres no meu peito
Lentamente
Os versos que falam do que sentes por mim
E que nascerão no leito
E suavemente se tornarão imortais
Nos momentos lentos e calados
De profunda atração(quase) fatal.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

O que desejas esta noite?

O que desejas de mim esta noite?

Dou as cartas e quem manda sou eu

Sou a Alice dos Pais das Maravilhas

Procuro alguém para jogar

Posso dar as cartas de 1 a 10

E esconder-me atrás do véu;

Posso fazer-te descobrir quem sou eu;

Posso ser a rainha ou uma simples dama,

Mas  tu podes ser o meu rei

Ou simplesmente um às de espadas

Que consegue intimidar a sua amada

Mas para isso terás de fazer de mim a tua escrava,

Se o conseguires.......

Fecha os olhos simplesmente

E deixa-me envolver-te com o meu simples encanto

Quero que me peças um beijo

Porque o desejas e não por que te peço.

Quero que te deixes seduzir pela noite cadente

E deixes arder o gelo quente

Que vai escorrer pelo teu corpo

Que vai ser o solo perfeito

Para germinar uma semente ardente.

Quero que te deixes levar pelo toque das minhas mãos

Que o teu corpo não sabe de cor

Por isso rasga as roupas de que não precisas

Pois quero vestir-te de amor

Quero que fiques cego por me ver

Para  poderes acordar o vulcão que teimou em adormecer

No leito da morte certa do corpo

Da Maravilha que não sou eu

Mas sim a fantasia que está no teu baralho mental

E que teima em não sair

O Joker, carta rara, mas um verdadeiro trunfo.

domingo, 3 de junho de 2012

Nas margens

Nas margens do teu corpo
Numa tarde sombria
No solo que é teu
Uma rosa negra floresceu
E lentamente as suas folhas estendeu
E foi com a sua seiva
Que Palavras um Poeta escreveu
Rosa silvestre, Amor meu,
quero que sejas minha pois eu já sou teu.
Cresceu essa Rosa com as palavras faladas
ao ouvido pelo vento que passou.
Com a água cristalina que ao passar a referescou.
E o Amor fertilizante que o Jardineiro na terra deixou cair.
Lentamente floresceu
como um beijo que pousou nos teus lábios
com a frescura dos aromas que não há
que polvilham as tuas fantasias de mel.
E as tuas mãos acolhem esse desabrochar
No instante em que a sombra de Luz se cobriu.

domingo, 6 de maio de 2012

O "meu amor" é como tu

Meu Amor, és bom demais para ficar sem ti

Meu amor,
Existem frutos silvestres
que são difíceis de tratar
Rosas com espinhos
E pedras difíceis de lapidar.
Existem espadas e punhais
Fantasmas e pesadelos
Fantasias e sonhos
que encontro no fundo dos teus olhos.
E muitas perdições e outras tentações.
Mas nada disso interessa.
Pois mais uma vez vou ficar contigo.
Adormecer
Despir-te com suavidade
Sentir-te como meu
Sentir a frescura do teu sabor
e ficar simplesmente contigo
(em mim).
Viver os meus sonhos quando estou assim
com esse vontade de ter-te.
Sentir-se suavemente intenso,
Docemente amargo.
Deixar-te simplesmente a derreter na frieza do meu calor
Intensamente brando
Intensamente meu
Porque apenas me pertences nesses momentos
Pois quando amanhece no meu olhar já não estás na minha boca.
e é nesse sentir que vejo o Amor:
Como um chocolate que pode ter diferentes sabores, diferentes formas,
que se vai derretendo no nosso ser e aprimora os nossos sentidos,
Nos faz sorrir e nos lembra que
o Amor é bom demais para ficar sem ele.

terça-feira, 24 de abril de 2012

O Canto


Parti rumo à Primavera que no meu interior se escondeu
Esqueci-me de como era a primavera
Pois sem dar por isso entardeceu
E foi assim que surgi aos teus olhos
Simplesmente tardia
Quando a luz morria nesse dia.
Trazia na voz o Canto que era meu e teu
E era fruto do Amor tardio
que deixamos morrer lentamente no lento morrer do dia
Quando tardamos no beijo
que na boca pendia.
Ficamos à luz dessa chama que lentamente morria
E que acordou com o beijo que tardou
e que os nossos corpos estremeceu com o arrepio
Mergulhado nas vontades e fantasias
que trazíamos espelhadas no olhar nesse dia.
No silêncio do momento que de beijos e caricias se preencheu
Ficamos embalados pelos braços
Desse Canto de Amor que partilhamos
Quando surgi tardia
De mãos vazias
e despida de mágoa e nostalgia
Envergando simplesmente o Canto que vinha do fundo dos teus olhos
O Canto que se fundiu em Nós
Como se cantássemos a uma só Voz
Quando o beijo tardio, o tempo parou.

domingo, 15 de abril de 2012

Contrastes

Sou a neve branca e misteriosa

que escorre nesses vitrais.

Sou a chama gélida que consome esses desejos subtis.

Mergulhei a ponta da caneta no fundo dos teus olhos

Para delinear as histórias

que revejo nas imagens espelhadas

E que quero que sejam reinventadas

com o Amor que tenho aqui.

Amor que selei na mudez da minha voz.

Amor que me fez agarrar na solidão que me vestiu de fantasia

Para não me sentir despida e vazia.

Atirei-me nos braços da tua Loucura

E por entre a chuva que se debruçou sobre nós

Pegaste nas minhas mãos desertas

que ficaram abertas

Para te ter no momento em que o Amor desabrochou no jardim.

Como o beijo que em mim guardei

E que nunca te dei.

sábado, 31 de março de 2012

Um lugar estranho


O Amor é um lugar estranho onde poucos se encontram
e muitos procuram motivos para estar.
Nessa procura incessante de descoberta e redescoberta ficam  os rastos  dos amores perdidos.
Amores nunca vividos
Apenas sentidos mas nunca arrancados do peito
Mas chorados muitas vezes no leito
de quem os sentiu.
Amores que ficaram presos a linhas ténues de sentimentos
e que ficaram simplesmente ausentes de palavras,
Nos silêncios gritados dos olhares distantes.
Amores que muitas vezes foram cravejados de palavras belas
Mas tão vãs…..
que se tornou insuportável ouvi-las e senti-las.
Por isso procuraram-se locais frios para acalmar essa dor
Não de amor mas de ausência e solidão.

domingo, 18 de março de 2012

Simplesmente


Simplesmente não  és um lugar comum 
Poucos te conseguem ouvir pois és simplesmente Intenso demais
Libertas os desejos e os medos, os gritos e as raivas
Simplesmente com a tua envolvÊncia a que poucos dão valor
Não desprezamos a tua existência mas receamos que te tornes um grande pedaço de nós
Curvamo-nos sobre ti quando nos deitamos sobre as nossas fraquezas
De uma forma tão Incessante
Que temos medo medo de morrer em ti e por isso Odiamos por vezes as tuas presenças
Tão necessárias.

domingo, 4 de março de 2012

Baloiçando na infância


Na parede do quarto ali ficou
Uma história numa  foto que já passou
Continua a cativar-me a menina inocente de olhos verdes
Cabelos claros e sorriso doce.
Continuo a vê-la e pergunto-lhe
Quando foi que te perdi?
Quando deixei de ver-te?
Continua a provocar um sorriso mergulhado em rio
Continuo a vê-la a baloiçar na oliveira.
Numa constante brincadeira
que depois  a fazia correr pelos campos
aproveitado a eterna liberdade pura e inocente.
Por entre esses campos
Cravejados de pequenos sóis com que se deliciava arrancar os seus pequenos raios.
Continuo a vê-la incessantemente.
Pois sei que ela continua em mim
Mesmo que……
já não baloice na oliveira.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Bailado de sedução



Não consigo tirar os olhos de ti
Mesmo que queira não consigo

Abro os olhos e consigo ver-te
Adormeço e consigo sentir-te
Num simples bailado de sedução
Em que permanecemos bem juntos
Tudo parece parar e nada mais importa
Conseguimos sentir num simples toque todos os contornos dos corpos.

O que fica é a intensidade desse momento em que tudo acontece mas nada se vê.
Sentes o perfume.
Consegues delinear com os teus dedos todas as curvas desse corpo que tens entre mãos .
E no momento da partida fica apenas um pedido
que faz o tempo parar
“Espera dá-me um beijo”
"Queres um beijo meu?”
Numa atitude de desafio ficamos encostados à espera que o inevitável aconteça

E o tempo volta a contar a partir do momento em que os lábios se tocam.
Porque afinal o tempo aqui mede-se a partir de um beijo
que termina simplesmente não com um adeus mas com
amo-te.
Nesse momento abro as janelas do meu corpo: o meu olhar....