domingo, 5 de fevereiro de 2017

Pequenina




Foto: Axel L.


A nudez do corpo

é uma ideia vaga e solta.

Bebo o teu hálito

e uma ilha surge.



Pousas os lábios no peito

e nascem estrelas nuas.

Eu sinto-me pequenina.



No plano somos

pontos coincidentes

e alongamo-nos infinitamente,

sem paralelismos.



Gostamos do que é perpendicular

para nos podermos encontrar

em qualquer lugar.



Os abraços são bons,

dependendo do ângulo.

É bom o que é agudo

 e isso não é grave.

Apenas mais apertadinho.



Queres aumentar a intensidade?

Vamos dar uma volta

pois isso será giro,

para depois rasarmos tudo

entre quatro paredes.



Mas eu sou pequenina

para dormir

entre os teus braços.

Ponto.




1 comentário:

  1. Um abraço: o lugar onde aceitamos ser felizes...
    Um belo poema, Ana.

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